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  • A Vadia está a preparar a segunda edição do C’Azedu.

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    Num evento de um dia só, 23 de Novembro, a Vadia vai trazer ao seu BrewPub em Ossela a segunda edição do festival C’Azedu, que já o ano passado juntou imensos entusiastas das sours e lambics no mesmo local.

    O evento tem uma estrutura menos comum ao resto dos festivais do país, sendo mais formativo e técnico, dedicado à partilha de conhecimento através de palestras com convidados relevantes da actualidade da cerveja artesanal.

    Em entrevista a Nicolas Billard.

    (JG) O que o levou a Vadia a avançar com este evento dedicado a um set de estilos tão específico?

    A ideia nasceu há 3 anos quando começamos o nosso programa de produção de cerveja sour, após uma viagem à Bélgica, e quando começamos a provar algumas boas Grape Ale produzidas em Portugal (Luzia, Letra, Maldita, entre outras). 

    Percebemos que estes dois estilos poderiam ser a base duma identidade cervejeira Portuguesa específica, trazendo para o mercado da cerveja internacional um conceito de “portugalidade” da cerveja pelas ligações íntimas destes estilos ao chamado terroir, a agricultura e a gastronomia nacional.

    A intervenção de micro-organismos naturais presentes no ar ou na madeira durante fermentações mistas e complexas, a utilização de barricas de madeira já usadas no fabrico de outras bebidas nacionais como vinho do Porto, aguardente, moscatel, vinho branco e tinto, etc…, a adição de frutas, legumes ou espaçarias portugueses, fazem das cervejas de tipo sour, umas cervejas únicas com ligação forte ao local onde estão produzidas, o tal terroir como os franceses o chamam.

    Entendemos que haveria uma oportunidade para todas as cervejarias portuguesas de criar uma identidade cervejeira nacional, que outros estilos como pilsner ou IPA nunca conseguiriam alcançar.


    Pensámos então que a organização de um evento incluindo, por um lado uma parte técnica - o seminário, onde se poderia partilhar conhecimento e aprender de cervejeiros de outros países, e por outro lado, uma parte lúdica - o festival propriamente dito, aberto ao público, para provar, degustar, encontrar e conversar com os cervejeiros, seria um vetor eficaz para divulgar e promover estes novos estilos em Portugal e para fora, e poderia também representar uma fonte de inspiração para a comunidade cervejeira portuguesa.


    Neste sentido, achámos importante que o evento fosse independente da marca Vadia porque seria “desnaturar” o propósito do Festival. Por esta razão entregamos a ideia e o conceito à nossa agência de comunicação para desenvolver uma imagem e um nome totalmente independentes da marca. O nosso espaço, o Vadia Brewpub,  serve para já para receber o evento por questões práticas e de custos mas pretendemos que, um dia em breve, pudesse ir para um local maior.

    Se o ano passado o evento já contou com Gert Christaens da Oud Beersel para terminar o dia com o tema Lambic Blending Session, este ano o programa não fica nada atrás.

    • 14h15m, Apresentação do projecto Portuguese Grape Ale - Gonçalo Faustino (Maldita), Rúben Almeida e Patrícia Fernandes (Luzia).
    • 15h30m, Papel dos microorganismos das barricas na produção de Lambic - Jonas de Roos (3 Fonteinen).
    • 16h45m, Papel das barricas de madeira tropical na identidade de cervejas brasileiras - Giovanni Casagrande Silvello
    • 17h30min, Apresentação e desgutação de cervejas Sour produzidas em barricas de Cachaça - Pablo Carvalho

    É de notar que o programa começa mais cedo, pelas 8h30m para uma visita à Champcork do Grupo Amorim, guiada pelo Ernesto Pereira. Posteriormente, às 11h há lugar para a projecção do filme Lambic, about Time and Passion com o Dani Ruiz. Depois deste programa matinal segue-se um almoço de harmonização com chef ainda a definir.

    Para o festival em si, a controlar as torneiras está já confirmada a presença da Barona, Dos Diabos, Letra, Luzia, Maldita, Oitava Colina, Piratas Cervejeiros e, obviamente, a Vadia.

    (JG) Para a organização, quais são os grandes objectivos desta segunda edição?

    Os objetivos continuam os mesmos que nos inspiraram o conceito da primeira edição do festival:

    Criar um evento de referência nacional que juntasse um seminário técnico e um festival aberto ao público a volta dos estilos portugese Sour & Grape, para, por um lado, inspirar a comunidade cervejeira portuguesa para o fabrico destes tipos de cervejas e, por outro lado, levar o público português e estrangeiro a descobrir estes estilos surpreendentes.


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    Pablo Carvalho, mestre cervejeiro da Albanos (🇧🇷).


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    Giovanni Casagrande Silvello, doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos.


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    Jonas de Roos, 3 Fonteinen (🇧🇪).

    O Festival-Seminário da Vadia decorre no Vadia BrewPub em Ossela. O festival tem entrada gratuita, com o copo a custar €3 enquanto que o seminário tem um custo de €60/pessoa e está limitado a 50 participantes. Para participar no seminário a inscrição é feita através de e-mail para o endereço administrativo@cervejavadia.pt.

    • novembro 11, 2019 (5:49 pm)
    • 2 notes
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    1. cervejaartesanalportuguesa publicou isto