

7 medalhas de ouro e 7 medalhas de prata. Foi isto tudo que veio parar a Portugal depois de no Concours International de Lyon (CIL), um prestigiado concurso que premeia os melhores vinhos, bebidas espirituosas e cervejas do mundo, serem avaliadas mais de 1000 referências diferentes de cerveja por 850 juízes.
Sem mais demora, as cervejas que estão de parabéns nas suas categorias são:
Ouro 🥇:
Prata 🥈:
As 14 medalhas que vieram para Portugal dividem-se então com 2 medalhas para a Barona, 4 medalhas para a Letra, 4 para a Vadia e 4 para a Dois Corvos.
Filipe Macieira, co-fundador e cervejeiro da Letra, sobre a medalha de prata para a cerveja Bicho do Mato, refere que “este prémio vem fortalecer a relação entre a cerveja artesanal e a alta gastronomia.” Os fundadores da Letra acrescentam ainda:
A Bicho do Mato deve ser a única cerveja portuguesa desenvolvida por um chef a vencer uma medalha num concurso internacional. A medalha é sem dúvida um indicador do caminho que a cerveja artesanal portuguesa tem vindo a trilhar, focando-se na qualidade e intensidade dos sabores e na partilha de experiências e parcerias realizadas com os melhores chefs de cozinha, enólogos ou outros “experimentalistas” de outras áreas.

Já Lubomir considera a Bicho do Mato uma cerveja muito especial, “coloquei tudo de mim dentro daquela garrafa, para chegar a um resultado que fosse mesmo a minha cara. É muito bom ver o esforço e o trabalho (que é de uma equipa), reconhecidos.”
No caso da Dois Corvos, as cervejas premiadas são a Redrum (uma Imperial Stout envelhecida em barricas de Vinho do Porto e Bourbon), Brettinho (uma IPA com levedura selvagem), a Creature IPA (a conhecida India Pale Ale da marca), e Martian Winter (uma Red Flanders com ginja e framboesa), que trouxeram 2 medalhas de ouro e 2 medalhas de prata, respectivamente.
Parabéns a todos.

Num evento de um dia só, 23 de Novembro, a Vadia vai trazer ao seu BrewPub em Ossela a segunda edição do festival C’Azedu, que já o ano passado juntou imensos entusiastas das sours e lambics no mesmo local.
O evento tem uma estrutura menos comum ao resto dos festivais do país, sendo mais formativo e técnico, dedicado à partilha de conhecimento através de palestras com convidados relevantes da actualidade da cerveja artesanal.
Em entrevista a Nicolas Billard.
(JG) O que o levou a Vadia a avançar com este evento dedicado a um set de estilos tão específico?
A ideia nasceu há 3 anos quando começamos o nosso programa de produção de cerveja sour, após uma viagem à Bélgica, e quando começamos a provar algumas boas Grape Ale produzidas em Portugal (Luzia, Letra, Maldita, entre outras).
Percebemos que estes dois estilos poderiam ser a base duma identidade cervejeira Portuguesa específica, trazendo para o mercado da cerveja internacional um conceito de “portugalidade” da cerveja pelas ligações íntimas destes estilos ao chamado terroir, a agricultura e a gastronomia nacional.
A intervenção de micro-organismos naturais presentes no ar ou na madeira durante fermentações mistas e complexas, a utilização de barricas de madeira já usadas no fabrico de outras bebidas nacionais como vinho do Porto, aguardente, moscatel, vinho branco e tinto, etc…, a adição de frutas, legumes ou espaçarias portugueses, fazem das cervejas de tipo sour, umas cervejas únicas com ligação forte ao local onde estão produzidas, o tal terroir como os franceses o chamam.
Entendemos que haveria uma oportunidade para todas as cervejarias portuguesas de criar uma identidade cervejeira nacional, que outros estilos como pilsner ou IPA nunca conseguiriam alcançar.
Pensámos então que a organização de um evento incluindo, por um lado uma parte técnica - o seminário, onde se poderia partilhar conhecimento e aprender de cervejeiros de outros países, e por outro lado, uma parte lúdica - o festival propriamente dito, aberto ao público, para provar, degustar, encontrar e conversar com os cervejeiros, seria um vetor eficaz para divulgar e promover estes novos estilos em Portugal e para fora, e poderia também representar uma fonte de inspiração para a comunidade cervejeira portuguesa.
Neste sentido, achámos importante que o evento fosse independente da marca Vadia porque seria “desnaturar” o propósito do Festival. Por esta razão entregamos a ideia e o conceito à nossa agência de comunicação para desenvolver uma imagem e um nome totalmente independentes da marca. O nosso espaço, o Vadia Brewpub, serve para já para receber o evento por questões práticas e de custos mas pretendemos que, um dia em breve, pudesse ir para um local maior.
Se o ano passado o evento já contou com Gert Christaens da Oud Beersel para terminar o dia com o tema Lambic Blending Session, este ano o programa não fica nada atrás.
É de notar que o programa começa mais cedo, pelas 8h30m para uma visita à Champcork do Grupo Amorim, guiada pelo Ernesto Pereira. Posteriormente, às 11h há lugar para a projecção do filme Lambic, about Time and Passion com o Dani Ruiz. Depois deste programa matinal segue-se um almoço de harmonização com chef ainda a definir.
Para o festival em si, a controlar as torneiras está já confirmada a presença da Barona, Dos Diabos, Letra, Luzia, Maldita, Oitava Colina, Piratas Cervejeiros e, obviamente, a Vadia.
(JG) Para a organização, quais são os grandes objectivos desta segunda edição?
Os objetivos continuam os mesmos que nos inspiraram o conceito da primeira edição do festival:
Criar um evento de referência nacional que juntasse um seminário técnico e um festival aberto ao público a volta dos estilos portugese Sour & Grape, para, por um lado, inspirar a comunidade cervejeira portuguesa para o fabrico destes tipos de cervejas e, por outro lado, levar o público português e estrangeiro a descobrir estes estilos surpreendentes.

Pablo Carvalho, mestre cervejeiro da Albanos (🇧🇷).

Giovanni Casagrande Silvello, doutorado em Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Jonas de Roos, 3 Fonteinen (🇧🇪).
O Festival-Seminário da Vadia decorre no Vadia BrewPub em Ossela. O festival tem entrada gratuita, com o copo a custar €3 enquanto que o seminário tem um custo de €60/pessoa e está limitado a 50 participantes. Para participar no seminário a inscrição é feita através de e-mail para o endereço administrativo@cervejavadia.pt.

O primeiro festival de cerveja artesanal a acontecer em Coimbra acaba de anunciar o fecho do seu cartaz. A negrito estão as novas e últimas adições.
Internacionais:
As grandes novidades prendem-se com as confirmações de peso vindas dos Estados Unidos e Reino Unido como a Rogue, Sierra Nevada e a The Wild Beer Co. Infelizmente a presença da Omnipollo foi cancelada devido a problemas de stock.
O Brew! Coimbra acontece de 13 a 15 de Setembro no Exploratório - Centro Ciência Viva de Coimbra. Podem seguir este festival no Facebook, no Instagram e no website oficial.

Nerd. Indie. Unmissable Beer. É este o mote para o primeiro festival de cerveja artesanal de Coimbra tem a sua edição inicial de 13 a 15 de Setembro no Parque Verde da cidade, mais especificamente no Exploratório - Ciência Viva de Coimbra.
Durante este festival, estarão presentes mais de 15 cervejeiros em nome próprio e algumas marcas estrangeiras representadas pela sua distribuição nacional. Ao todo, serão mais do que 100 estilos de cerveja que poderão ser provados durante os 3 dias do evento.

Esta edição é uma parceria entre o promotor do evento, João Claro e a Praxis mas que conta também com o apoio de outros agentes locais como as Águas de Coimbra e Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, e espera cerca de 10.000 visitantes nesta primeira edição.
Actualmente, as marcas confirmadas nesta edição são as seguintes:
Nacionais:
Internacionais:
Ao que podemos apurar, ainda falta fechar o cartaz das marcas presentes com alguns nomes sonantes internacionais. Esperemos para ver o que aí vem. Desde já, esperamos este festival faça muito barulho na cidade dos estudantes.

Podem seguir este festival no Facebook, no Instagram e no website oficial.